Pensarei que o céu, o ar, a terra, as cores, as figuras, os sons, e todas as coisas exteriores que vemos não passam de ilusões e enganos. Considerar-me-ei a mim mesmo como não tendo mãos, nem olhos, nem carne, nem sangue, como não tendo nenhum dos sentidos, mas acreditando falsamente possuir todas essas coisas. Permanecerei obstinadamente apegada a esse pensamento. E se não estiver em meu poder atingir o conhecimento de nenhuma verdade, pelo menos estará em meu poder fazer a suspensão de meu juízo. Posso duvidar de tudo, mas tenho plena certeza de que estou aqui, pensando, duvidando. Sou, diferentemente de muitos, uma coisa que pensa.
Eu iludiria aqueles em quem despertasse desejo, pois não sou o fim de ninguém e não quero satisfaze-los com minha vida. Não venham, não gastem seus pensamentos e devaneios comigo. Pois se digo que penso em vocês com o mesmo fervor estaria mentindo.
Viver é ser fora, fora de si, no absoluto fora que é a circunstância do mundo: é ter de, querendo ou não, enfrentar-me e chocar-me, constantemente, intensamente com tudo que o integra. Não há remédio.
Eu iludiria aqueles em quem despertasse desejo, pois não sou o fim de ninguém e não quero satisfaze-los com minha vida. Não venham, não gastem seus pensamentos e devaneios comigo. Pois se digo que penso em vocês com o mesmo fervor estaria mentindo.
Viver é ser fora, fora de si, no absoluto fora que é a circunstância do mundo: é ter de, querendo ou não, enfrentar-me e chocar-me, constantemente, intensamente com tudo que o integra. Não há remédio.
